Nos últimos tempos nossa atuação tem se concentrado na área de remuneração. Os baixos índices inflacionários tem contribuído para que as empresas releguem a um segundo plano a questão dos salários em suas empresas. Somente quando começam a perder gente ou registar dificuldade em atrair novos profissionais, onde apenas se consegue atrair o excedente de outros processos seletivos, é que somos chamados a intervir.
De uma maneira geral, nossa intervenção tem sido muito mais complexa face a situação que se apresenta, principalmente pelas distorções salariais fortemente criadas pela gestão dos bonzinhos. É a cirando dos mais chegados que conseguem bons aumentos sem nenhuma relação a desempenho ou resultados.
Também temos observado a precariedade de informações quanto a pesquisas salariais. Em sua grande maioria as empresas não participam de pesquisas patrocinadas por falta de tempo. Quanto a pesquisas pagas, normalmente conduzidas pelas grandes consultorias, seus preços quadruplicaram em dez anos. Uma pesquisa que custava US$ 5.000 em 2000, hoje custa US$ 22.000. As pesquisas conduzidas por pequenas consultorias, usualmente pecam em conceitos metodológicos e algumas vezes até éticos.
Este conjunto de coisas tem levado as empresas a buscar ajuda na solução de seus problemas, tais como desmotivação e conflitos por diferenças salariais inadequadas, falta de desenhos inteligentes de programas de incentivos, alto custo dos benefícios e falta de comprometimento.
A principal recomendação é a busca continua de soluções, um pequeno problema pode se tornar um problemão em poucos anos. Em alguns casos, o passivo trabalhista é maior que o patrimônio da empresa.
Abra os olhos, experto!



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